Segurança contra fraudes: instituições precisam mostrar à população que o PIX é seguro

Artigo produzido pela nossa associada, Shipay.

No primeiro dia de cadastro oficial do PIX, o Banco Central registrou um volume de 3,5 milhões de inscritos. Para apenas um dia, o número impressiona bastante, já que é o equivalente ao tamanho da base de clientes de algumas carteiras digitais presentes no mercado. Com a perspectiva de que esse número escale muito até o lançamento oficial da plataforma, previsto para o dia 16 de novembro, a mídia já traz alguns alertas sobre a possibilidade de fraudes.

Neste sentido, do ponto de vista de utilidade pública, realmente é necessário que haja uma atenção especial para esse tema, para educar as pessoas e orientá-las a fazer seus cadastros da forma correta. A mídia cumpre seu papel ao alertar as pessoas para que se mantenham bem informadas e evitem cair em golpes, e é preciso que haja o mesmo comprometimento por parte tanto do Banco Central quanto das instituições financeiras que oferecem a ferramenta.

Quando a ferramenta foi anunciada, a autoridade monetária teve o impressionante volume de 980 instituições inscritas interessadas em oferecer o PIX aos seus clientes. Agora que a ferramenta está cada vez mais perto do uso efetivo pela população, é preciso que haja um investimento intenso em identificar as frente de fraudes para que elas não comprometam a credibilidade da ferramenta.

E neste aspecto, é preciso considerar algumas premissas: o Brasil é um dos países em que mais acontecem fraudes financeiras, mas neste momento a má reputação pode representar uma ameaça maior para o PIX do que para outros métodos de pagamento já estabelecidos. Por exemplo, ainda que o país tenha um alto volume de fraudes financeiras a cartões, esse dado não faz com que as pessoas deixem de usar cartões de crédito ou de débito no seu dia a dia. Aliás, relatório recente do Morgan Stanley apontou que os brasileiros carregam, em média, pelo menos um cartão de crédito e dois cartões de débito na carteira. Ou seja, a cultura já enraizada do uso desses tipos de pagamentos favorecem sua permanência no mercado mesmo com o nível alto de fraudes no cotidiano.

No caso do PIX, o maior foco neste momento é a adesão da população. E para que as pessoas de fato adotem a plataforma na rotina, elas precisam estar seguras de que a ferramenta é confiável. Gerar essa confiança cabe às instituições financeiras. Estamos vendo de perto o empenho do Banco Central em lançar a plataforma e o discurso praticamente uníssono quanto ao potencial da ferramenta de acelerar a transformação digital nos meios de pagamento.

Ainda que esta premissa esteja correta, não se pode cair no erro de olhar só para dentro. Afinal, para nós, players do mercado e estudiosos do assunto, não há dúvidas de que a ferramenta pode trazer diversos benefícios, mas a população ainda não está familiarizada com essas mudanças. Certamente muita gente ainda terá receio de se abrir para o uso do PIX. Este é o momento de mostrar segurança e nada mais eficaz do que a transparência para que isso aconteça.

Nossa expectativa é ver as instituições com a comunicação cada vez mais direcionada, clara e didática para que as pessoas usem o PIX com segurança e sem medo. Seja qual for o método de pagamento, sempre existirão fraudadores a postos para tentar se dar bem. Cabe às instituições financeiras investir no aparato para combater essas fraudes e também a preocupação de orientar devidamente seus clientes. A ferramenta é cheia de potencial, mas todo o esforço investido nela poderá ser prejudicado se não houver foco na experiência do usuário.

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Publicado por AFRAC

Fundada em setembro de 1987, a Associação Brasileira de Automação para o Comércio (AFRAC) foi inicialmente criada para representar os interesses de fabricantes e revendedores de equipamentos para o setor. Unindo esforços e se engajando a outras Entidades para fortalecer o segmento no Brasil, nos tornamos uma entidade multissetorial, sem fins lucrativos.

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